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A elite do futebol: Os 3 únicos que ganharam a Copa do Mundo como jogador e treinador

Mário Zagallo, Franz Beckenbauer e Didier Deschamps formam o clube mais exclusivo do futebol: lendas que ergueram a taça mundial dentro de campo e à beira do gramado.
Os únicos três que ganharam Copa do Mundo como jogador e treinador
Betsul

O futebol tem inúmeros clubes de elite, artilheiros, campeões consecutivos, ídolos que marcaram época. Mas existe um grupo tão exclusivo que, mais de um século depois da primeira Copa do Mundo, ainda conta apenas três nomes. 

São homens que primeiro ergueram a taça com a camisa da seleção suada de tanto jogar, e décadas depois voltaram a erguê-la de terno, ou agasalho, na beira do gramado.

Mário Zagallo, Franz Beckenbauer e Didier Deschamps são, até hoje, os únicos que conseguiram vencer uma Copa do Mundo tanto jogando quanto comandando uma seleção. Venha conhecer tudo sobre!

O clube mais exclusivo da história da Copa do Mundo FIFA

Para dimensionar o feito, vale lembrar: só de campeões mundiais como jogador já existem poucas dezenas de nomes recordados pela história. Já de técnicos campeões, a lista também é curta. A junção entre os dois grupos, porém, reduz tudo a três pessoas em quase cem anos de Copas do Mundo.

A dificuldade de transferir o talento do campo para a gestão

Ser um grande jogador não garante nada como treinador. A lista de ex-craques que fracassaram no comando técnico é longa, assim como a de técnicos vitoriosos que tiveram carreiras discretas como atletas. 

Liderar dentro de campo, decidindo em frações de segundo, é uma habilidade; enxergar o jogo de fora, montar um sistema tático e gerir egos de um grupo inteiro é outra completamente diferente. 

Some a isso a pressão de repetir, décadas depois e em outro papel, o mesmo resultado que já havia colocado seu nome na história, e entende-se por que tão poucos conseguiram.

Por que a experiência como atleta de elite ajuda na beira do gramado?

Ainda assim, ter vestido a camisa em uma final de Copa do Mundo deixa um tipo de conhecimento que nenhum curso de treinador ensina: a exata medida da pressão, do cansaço mental e da tensão nos minutos finais de um jogo decisivo. 

Zagallo, Beckenbauer e Deschamps carregavam essa vivência quando assumiram o comando de suas seleções, e todos os três souberam transformá-la em autoridade dentro do vestiário.

Mário Zagallo: O Pioneiro do Brasil

Mário Jorge Lobo Zagallo foi quem abriu essa porta e, por muitos anos, foi o único a atravessá-la duas vezes na mesma competição de nível mundial.

O "Formiguinha" em campo nas conquistas de 1958 e 1962

Ponta-esquerda incansável, apelidado de "Formiguinha" pela movimentação constante em campo, Zagallo foi peça importante nas conquistas do Brasil em 1958, na Suécia, e em 1962, no Chile. 

Ele não era o artilheiro nem o nome mais badalado daquelas seleções, mas cumpria um papel tático à frente de seu tempo, equilibrando o ataque e ajudando na marcação, um esboço do jogador que, mais tarde, ajudaria a reinventar como treinador.

A revolução tática de 1970: A consagração como técnico campeão do mundo

Em 1970, no México, Zagallo assumiu o comando da seleção brasileira poucos meses antes do Mundial, substituindo João Saldanha. O time que ele herdou tinha um talento individual absurdo, apelidados como esquadrão de 70, tinham nomes como: Pelé, Tostão, Gérson, Jairzinho, Rivellino, e o desafio era organizá-lo sem sufocar essa criatividade. 

Zagallo encontrou o equilíbrio certo e conduziu o Brasil ao tricampeonato mundial, com uma campanha lembrada até hoje como uma das mais bonitas da história das Copas. Ali nascia o primeiro nome do clube mais exclusivo do futebol.

Franz Beckenbauer: O Kaiser da Alemanha

Se o Brasil teve seu pioneiro, a Alemanha teve seu "Kaiser", um apelido que já dizia tudo sobre a autoridade que Franz Beckenbauer exercia em campo.

Levantando a taça em casa na Copa de 1974

Beckenbauer redefiniu a função de zagueiro ao criar o conceito moderno de líbero, o defensor que também organiza o jogo e sobe ao ataque. Como capitão da Alemanha Ocidental na Copa de 1974, disputada em casa, ele liderou a equipe ao título diante da Holanda de Johan Cruyff, em uma final histórica. 

Elegante, frio e extremamente lido taticamente, Beckenbauer já demonstrava, ainda como jogador, uma inteligência de jogo que apontava para uma segunda carreira brilhante.

A redenção em 1990 e o título como comandante na Itália

Beckenbauer assumiu o comando da seleção alemã na década de 1980 e chegou à final da Copa de 1986, no México, sendo derrotado pela Argentina de Maradona. Quatro anos depois, na Copa da Itália, teve sua revanche: comandou a Alemanha Ocidental ao título de 1990, justamente contra a mesma Argentina. Naquele momento, tornou-se o segundo homem da história a erguer a taça tanto como jogador quanto como técnico.

Didier Deschamps: O arquiteto da França moderna

Passaram-se 28 anos entre o título de Beckenbauer como técnico e o próximo nome a entrar para essa lista. Foi Didier Deschamps quem trouxe a França de volta ao topo, repetindo à beira do campo o que já havia feito de chuteiras.

O papel do capitão na primeira estrela francesa em 1998

Volante discreto, mas essencial, Deschamps foi o capitão da seleção francesa campeã da Copa de 1998, disputada em casa. 

Ele não era o jogador mais talentoso daquele elenco, esse posto cabia a Zinedine Zidane, mas cumpria a função que muitos técnicos consideram insubstituível: equilibrar o time, proteger a defesa e manter o grupo coeso sob pressão. 

A imprensa francesa o apelidou, à época, de "carregador de água", numa referência ao trabalho invisível, porém indispensável, que ele fazia em campo.

O talento no banco e o bicampeonato na Rússia em 2018

Deschamps assumiu a seleção da França em 2012 e, seis anos depois, na Copa de 2018, conduziu Les Bleus ao segundo título mundial da história do país, na Rússia. Uma nova geração, liderada por Mbappé, Griezmann e Pogba, repetiu o feito de 1998 sob seu comando, tornando Deschamps o terceiro e, até hoje, último nome a entrar para esse seleto grupo.

Quem será o próximo a ganhar a Copa do Mundo como jogador e técnico?

Passadas mais de duas décadas desde a proeza de Deschamps, ninguém mais conseguiu repetir o feito e a pergunta natural que fica é: existe algum candidato à vista?

Treinadores atuais que já levantaram a taça jogando

Vale lembrar que o Deschamps seguiu no comando da seleção francesa até o final da Copa do Mundo 2026. 

No momento, a França está em negociações com o Campeão do Mundo, Zinedine Zidane, nome que pode entrar como quarto da lista de jogadores e treinadores que ganharam essa competição.

Expectativas e seleções favoritas para os próximos mundiais

A tendência natural é que o clube formado por Zagallo, Beckenbauer e Deschamps continue restrito a esses três nomes por mais algum tempo. 

Isso não significa, porém, que a história parou: cada geração de ex-jogadores que assume o comando técnico de uma seleção grande carrega, ao menos em tese, a chance de repetir essa proeza rara. 

Resta acompanhar os próximos ciclos de Copas do Mundo para saber se um quarto nome, finalmente, vai se juntar a essa história.

Gostou de conhecer a história desses ícones do futebol mundial? Acompanhe outras matérias exclusivas no blog da Betsul e fique por dentro do mundo dos esportes!

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