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Como a sede da Copa do Mundo é escolhida pela FIFA?

Da vistoria dos estádios à votação aberta: entenda, sem complicação, os bastidores e os critérios rigorosos da FIFA para definir o palco do maior evento esportivo do mundo.
Saiba como é definida as sedes da Copa do Mundo!
Betsul

Geralmente, só vemos o espetáculo da Copa do Mundo quando a bola rola, mas a verdade é que organizar o maior evento esportivo do planeta envolve cifras bilionárias, muita diplomacia e um planejamento que começa quase uma década antes do primeiro apito.

Nesta matéria, vamos entender o passo a passo e as regras que definem quem tem o privilégio (e o desafio) de ser o palco do futebol mundial. Confira até o final!

O que é preciso para receber o maior torneio de futebol?

Para receber o maior torneio de futebol do mundo, o país precisa provar à FIFA que tem infraestrutura de ponta, dinheiro em caixa, apoio total do governo e respeito aos direitos humanos. 

Os rigorosos critérios para sediar a Copa

Os critérios para sediar a Copa exigem que o país apresente projetos sustentáveis, um esquema de segurança impecável, facilidade de transporte e respeito rígido às leis trabalhistas. A FIFA avalia minuciosamente se o país consegue organizar a festa sem causar prejuízos sociais ou econômicos para a população local.

A verdade é que a entidade máxima do futebol aprendeu a duras penas com os erros do passado. Sabe aqueles estádios gigantes que viram "elefantes brancos" depois que a Copa acaba? A regra agora é evitar isso ao máximo. 

Hoje, os governos precisam assinar termos de compromisso enormes garantindo que os trabalhadores das obras terão condições dignas e que o evento vai deixar um legado útil, e não apenas dívidas.

Exigências de infraestrutura, estádios e mobilidade

A infraestrutura básica exige pelo menos 14 estádios modernos, aeroportos internacionais de grande porte e um transporte público que conecte facilmente hotéis, arenas e centros turísticos. Os estádios da abertura e da grande final, por exemplo, precisam comportar no mínimo 80 mil torcedores sentados.

A FIFA é famosa por seu "caderno de encargos", que é um manual rigoroso com números exatos que cortam muitos países logo de cara. Dá uma olhada no que é o mínimo exigido:

  • Tamanho dos Estádios: * Abertura e Final: mínimo de 80.000 lugares.

    • Semifinais: mínimo de 60.000 lugares.

    • Fase de grupos e oitavas: mínimo de 40.000 lugares.

  • Centros de Treinamento (CTs): Dezenas de campos com gramado perfeito, sempre combinados com hotéis de alto padrão exclusivos para as seleções descansarem e treinarem com privacidade.

  • Rede de Hotéis: Um número gigante de quartos de hotel oficiais em cada cidade-sede para dar conta dos turistas sem que os preços fiquem absurdos.

  • Tecnologia de Ponta: Redes de internet rápidas para o Centro Internacional de Transmissão (IBC), garantindo que o sinal dos jogos chegue sem atraso na TV da sua casa.

O passo a passo: Como a sede da Copa do Mundo é escolhida

O processo de escolha da FIFA acontece basicamente em três etapas longas: os países manifestam interesse e mandam seus projetos, a FIFA faz vistorias técnicas rigorosas no país e, no fim, rola uma votação com todos os países filiados à federação.

O lançamento do edital e a fase de candidaturas

A largada acontece quando a FIFA abre o edital e os países mandam suas candidaturas para a Copa por meio de um documento chamado Bid Book (Livro de Candidatura). Esse documento é como um contrato gigantesco onde o país promete detalhadamente como vai organizar e pagar por cada detalhe do evento.

Imagine um plano de negócios de milhares de páginas. Nele, entram maquetes 3D dos estádios, plantas do metrô, promessas financeiras dos governos e projeção de lucros. 

Curtindo a matéria? Fique por dentro também do nosso conteúdo exclusivo sobre o mistério da Taça Jules Rimet

Inspeção e avaliação técnica pelo conselho da FIFA

Nessa fase, auditores do Conselho da FIFA viajam fisicamente até os países candidatos para inspecionar canteiros de obras e verificar se o que está no papel funciona na prática. Se a nota técnica do país não atingir um padrão mínimo estabelecido pela entidade, a candidatura é desclassificada antes mesmo de ir para a votação.

A FIFA criou essa etapa matemática para barrar aquele país que promete o mundo, mas não tem como entregar. Os inspetores dão notas de 0 a 5 para várias áreas (como hotéis, estradas e estádios) para garantir que apenas projetos que fazem sentido econômico e estrutural sigam no jogo.

O dia da votação: quem decide o país anfitrião?

Quem decide o país anfitrião hoje são as 211 associações nacionais de futebol espalhadas pelo mundo, em uma votação país anfitrião eletrônica, aberta e transparente. Isso mudou totalmente a regra antiga, onde apenas um pequeno grupo de engravatados tomava a decisão a portas fechadas.

A regra do rodízio de continentes da FIFA

A regra do rodízio de continentes é uma lei da FIFA que proíbe as regiões (confederações) que sediaram as duas últimas edições do torneio de se candidatarem para a edição seguinte. Isso foi criado para democratizar o evento, garantindo que o mundo todo tenha a chance de ser palco da Copa.

Por que o torneio muda de região a cada edição?

A Copa muda de continente o tempo todo para ajudar o esporte a crescer em novos mercados e evitar que apenas os lugares mais ricos, como a Europa, monopolizem o torneio. Ao levar a festa para diferentes cantos do mundo, a FIFA estimula o turismo e a construção de infraestrutura em regiões que precisam se desenvolver.

Pense no impacto histórico que isso teve: foi por causa dessa mentalidade que tivemos nossa primeira Copa na Ásia (Coreia e Japão, 2002) e a inesquecível Copa na África (África do Sul, 2010). Ao invés de ficar sempre na zona de conforto, o futebol se força a quebrar fronteiras culturais a cada quatro anos.

A nova tendência das candidaturas conjuntas

A febre agora são as candidaturas conjuntas (quando dois ou mais países se unem) porque a Copa cresceu para 48 seleções, deixando a conta e a logística pesadas demais para uma nação bancar sozinha. Dividir o torneio com os vizinhos ajuda a rachar os custos altíssimos e usar estádios que já existem, diminuindo os riscos.

Por que a união de países virou o padrão?

A união de países virou o padrão porque o megaevento agora exige mais de 100 jogos em um mês, o que sobrecarrega a infraestrutura de qualquer país isolado. O maior exemplo dessa nova era é a Copa de 2026, que foi dividida entre Estados Unidos, Canadá e México para dar conta do recado sem quebrar ninguém.

Com 48 times, a Copa do Mundo ficou parecida com uma Olimpíada gigante focada em um único esporte. Além de ser uma saída inteligente para a conta financeira, sediar em conjunto facilita o turismo regional e cria um clima de festa continental. É um caminho sem volta, que já inspirou os formatos super criativos das edições de 2030 e 2034.

Gostou de conhecer os bastidores da decisão da FIFA? Aproveite o início do campeonato e faça seu aquecimento para a Copa do Mundo 2026 com palpites na Betsul! Lembre-se: jogue sempre com responsabilidade!

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