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Medalhas do Brasil nas Olimpíadas: do histórico ao brilho em Paris 2024

De Guilherme Paraense a Rebeca Andrade: a trajetória de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos.
Conheça as medalhas do Brasil mais importantes na história das Olimpíadas.
Betsul

Sempre que o ciclo olímpico se fecha, a gente para para olhar o quadro de medalhas e sente aquele orgulho da trajetória brasileira.

Se você quer entender como saímos do primeiro ouro no tiro esportivo em 1920 para o fenômeno Rebeca Andrade, este guia é para você. Vamos mergulhar nos números, nos nomes que fizeram história e no que aconteceu de mais importante nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

O começo de tudo: quando o Brasil estreou no pódio

As medalhas do Brasil nas Olimpíadas começaram a aparecer oficialmente em 1920. Naquela época, a delegação brasileira enfrentou uma viagem épica de navio para chegar à Bélgica, mas o esforço valeu a pena logo de cara.

Ouro pioneiro: Guilherme Paraense e o Tiro Esportivo

Guilherme Paraense foi o primeiro brasileiro a subir no lugar mais alto do pódio, conquistando o ouro no Tiro Esportivo em Antuérpia 1920. 

Ele não estava sozinho: naquela mesma edição, Afrânio da Costa levou a prata e o time brasileiro ainda faturou um bronze por equipes. Foi o cartão de visitas perfeito para mostrar que o Brasil chegava aos Jogos para competir de igual para igual.

Depois desse início fulminante, passamos um tempo sem medalhas, mas o retorno triunfal veio em Londres 1948 com o bronze do basquete masculino. Daí em diante, o Brasil nunca mais passou uma edição de verão em branco.

O recorde de Tóquio vs. A consistência de Paris

A evolução do esporte brasileiro é nítida quando olhamos para as edições mais recentes. Saímos de conquistas isoladas para uma presença constante em diversas finais e pódios.

Tóquio 2020: O ápice do desempenho

Os Jogos de Tóquio 2020 (realizados em 2021) foram, sem dúvida, o nosso melhor momento histórico. 

Foram 21 medalhas no total, com um recorde de 7 ouros.

Vimos o nascimento de ídolos como Ítalo Ferreira no surf e a consagração de Ana Marcela Cunha nas águas abertas. Foi ali que o Brasil provou que consegue brigar no Top 20 do quadro geral.

Paris 2024: O segundo melhor resultado

Em Paris 2024, o Brasil fechou a conta com 20 medalhas (3 ouros, 7 pratas e 10 bronzes). Pode parecer um recuo em relação aos ouros de Tóquio, mas a verdade é que o país manteve uma média altíssima de pódios, confirmando que o desempenho anterior não foi sorte, mas sim um novo patamar alcançado pelo esporte nacional.

Onde o Brasil é realmente forte?

Existem modalidades que já viraram tradição. Quando um brasileiro entra no tatame ou na quadra de vôlei, o mundo sabe que vem pedreira pela frente.

  • Judô: É a nossa maior fábrica de medalhas. São 28 pódios acumulados, com destaque para a consistência de nomes como Mayra Aguiar e o ouro histórico de Rafaela Silva .

  • Vela: Esporte de estratégia e silêncio, mas que grita vitória. Com 19 medalhas, nomes como Robert Scheidt e Martine Grael colocaram o Brasil como uma referência mundial nos mares .

  • Vôlei: Seja na quadra ou na areia, o Brasil é sinônimo de excelência. São 26 medalhas no total, unindo a garra das seleções e o talento individual no vôlei de praia .

Resumo das conquistas: medalhas por edição

Para facilitar a visualização dessa evolução, montamos uma tabela que mostra como o Brasil cresceu nos Jogos ao longo das décadas.


Edição

Ouro

Prata

Bronze

Total

Protagonistas

Antuérpia 1920

1

1

1

3

Guilherme Paraense (Tiro)

Helsinque 1952

1

0

1

2

Adhemar Ferreira da Silva (Salto Triplo)

Moscou 1980

2

0

2

4

Vela (Marcos Soares/Eduardo Penido)

Los Angeles 1984

1

5

2

8

Joaquim Cruz (800m)

Barcelona 1992

2

1

0

3

Vôlei Masculino e Judô

Atlanta 1996

3

3

9

15

Vôlei de Praia e Vela

Atenas 2004

5

2

3

10

Robert Scheidt e Rodrigo Pessoa

Rio 2016

7

6

6

19

Futebol e Thiago Braz

Tóquio 2020

7

6

8

21

Rebeca Andrade e Ítalo Ferreira

Paris 2024

3

7

10

20

Rebeca Andrade e Beatriz Souza

O futuro é promissor

Olhar para as medalhas do Brasil é entender que o país diversificou seus talentos. Hoje brilhamos na ginástica, no skate, no surf e continuamos fortes nas modalidades tradicionais. O legado de Paris 2024 nos deixa uma certeza: o Brasil aprendeu o caminho do pódio.

Quer acompanhar de perto as próximas competições e testar seus conhecimentos? Confira nosso blog de esportes e fique por dentro de tudo!

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