A Copa do Mundo de 2026 está cada vez mais próxima e, com ela, a emoção de se juntar aos amigos e familiares para se divertir com todos os jogaços que estão por vir.
Porém, você sabia que viverá a história? Isso se dá pelo fato de essa edição ser a maior de todos os tempos, pulando de 32 para 48 países na disputa. Isso mesmo! Venha descobrir tudo sobre o assunto!
Um novo capítulo na história das Copas
A chegada de uma nova edição, agora com 48 países disputando a tão desejada taça, marca um novo capítulo na história da competição. De agora em diante, a tendência é crescer: o que já era grande, tende a ser maior ainda!
O torneio será espalhado por 16 cidades-sede (11 nos Estados Unidos, 3 no México e 2 no Canadá). Das 104 partidas, os Estados Unidos sediarão a grande maioria (78), enquanto o México e o Canadá receberão 13 jogos cada.
Como funcionarão as fases de grupos?
O novo formato com 48 seleções motivou mudanças na distribuição dos países em seus respectivos grupos, assim como na fase de mata-mata.
As seleções serão divididas em 12 grupos (A ao L). A regra é ter apenas um país de cada continente por grupo, o que não se aplica aos europeus, devido ao alto número de vagas destinadas pela FIFA a esse continente. Esse modelo substitui o padrão histórico de oito grupos, que vigorava desde 1998.
A fase de grupos classificará 32 equipes para o mata-mata. Avançam automaticamente o 1º e o 2º colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados no ranking geral dessa primeira fase.
O que mudou na fase de mata-mata da Copa do Mundo 2026?
A fase de mata-mata também mudou nesta nova edição: em vez de irem direto para as oitavas, as seleções disputarão agora a fase de 16-avos de final. Consequentemente, as equipes que chegarem à final ou à disputa do terceiro lugar terão que jogar oito partidas, em vez das sete exigidas nos formatos anteriores.
Decisão do Conselho da FIFA por 12 grupos
Apesar de o assunto da expansão estar mais presente hoje em dia devido à proximidade do torneio, o veredito para o aumento no número de seleções foi aprovado em 2017. Na época, o Conselho da FIFA propôs inicialmente 16 grupos de três equipes. No entanto, especialistas em inteligência esportiva e analistas de dados recomendaram rever esse tipo de distribuição, pois haveria a possibilidade de conluio no último jogo (situação em que um empate beneficia as duas equipes em campo, eliminando a que está de folga).
Sob pressão técnica, a FIFA recuou da decisão durante a reunião do Conselho em Kigali, Ruanda, em 14 de março de 2023, restabelecendo os grupos de quatro seleções. O objetivo é garantir que a última rodada seja jogada simultaneamente, preservando a integridade da competição.
Os analistas de inteligência esportiva embasaram sua tese em uma edição da própria competição realizada pela FIFA: a Copa de 1982. Na ocasião, a Alemanha Ocidental e a Áustria sabiam que uma vitória alemã por 1 a 0 classificaria ambas e eliminaria a Argélia (que já havia jogado). Após o gol inicial, os times pararam de jogar.
Foi exatamente esse evento que forçou a FIFA a instituir a regra de que a última rodada da fase de grupos deve ocorrer simultaneamente, algo matematicamente impossível em grupos compostos por um número ímpar de equipes (como três).
Questões financeiras e logísticas sobre o formato
Entre 2017 (ano de aprovação dos grupos de três) e 2022, a alta cúpula da FIFA defendeu o formato ímpar por questões comerciais: ele limitava o torneio a 80 jogos, exigindo um calendário mais curto e menos dias de liberação dos clubes.
No entanto, após o sucesso de engajamento da fase de grupos da Copa do Catar, em 2022 (na qual as rodadas finais simultâneas geraram muita emoção), o Comitê Técnico da FIFA convenceu a diretoria comercial de que o dano reputacional de um escândalo de manipulação de resultados (conluio) custaria muito mais caro do que adicionar 24 jogos ao calendário.
Inclusão global e novas seleções na Copa do Mundo de 2026
Além de ser um grande atrativo para os torcedores, que esperam ansiosamente a chegada da Copa de 2026 e terão mais jogos para desfrutar, o novo formato permite que seleções que antes não tinham a oportunidade de disputar o torneio possam, dessa vez, participar da maior competição de futebol do planeta.
Apesar da grande inclusão de seleções para essa edição, sindicatos de atletas, como a FIFPRO, e as principais ligas europeias argumentam, em contrapartida, que o salto de 64 para 104 jogos em um calendário internacional já saturado empurra o bem-estar físico e mental dos jogadores a um ponto crítico de ruptura.
Esse é um debate que permeia muitas camadas do futebol mundial, algo frequentemente comentado no calendário do futebol brasileiro e que, cada vez mais, vai se espalhando pelas grandes ligas europeias.
Seleções emergentes na edição de 2026
Cada uma com uma história diferente para contar, quatro seleções aparecem como potenciais estreantes na Copa do Mundo de 2026. São elas: Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão.
Essa é uma grande oportunidade não apenas para esses países mostrarem sua força dentro das quatro linhas, mas também para exibir a riqueza cultural que os torcedores levarão para as ruas das cidades-sede, mostrando que será cada vez mais possível celebrar a diversidade nas próximas Copas.
Início da Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo FIFA de 2026 terá o seu pontapé inicial em 11 de junho, em um dos palcos mais emblemáticos da história do futebol: o Estádio Azteca, na Cidade do México. Este local histórico será o cenário do jogo de abertura, que colocará frente a frente o país anfitrião, o México, e a seleção da África do Sul, marcando o início das disputas do Grupo A.
A grande finalíssima será realizada no MetLife Stadium, localizado na região metropolitana de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos, no dia 19 de Julho.
