Apesar da última temporada ser a de 2025/26, o site especializado em receitas financeiras, Deloitte Football Money League, atualiza o ranking anualmente.
Sendo assim, venha conhecer os times mais ricos do ano de 2025, com uma novidade brasileira no top 30. Confira!
Quais foram os clubes com as maiores receitas em 2025/26?
O ranking das maiores receitas do futebol na temporada 2025/26 é liderado pelo Real Madrid, seguido de perto por Barcelona e Bayern de Munique. Os números refletem recordes em contratos comerciais e direitos de transmissão globais, impulsionados pelo Super Mundial de Clubes da FIFA realizado nos EUA.
A 29ª edição da Deloitte Football Money League, publicada em janeiro de 2026 e referente à temporada 2024/25, entrega um veredicto: o futebol nunca gerou tanto dinheiro.
Os 20 maiores clubes do mundo ultrapassaram pela primeira vez a marca de €12,4 bilhões em receitas combinadas, um salto de 11% em relação à temporada anterior (€11,2 bilhões).
O crescimento foi puxado por três motores simultâneos: a expansão das competições internacionais, especialmente o inédito Super Mundial de Clubes da FIFA, a aceleração das receitas comerciais, que cruzaram pela primeira vez a barreira dos €5 bilhões, e a monetização cada vez mais sofisticada dos estádios.
O Top 3 do faturamento global: quem domina o topo?
1º Real Madrid (€1,161 bilhão): Terceiro ano consecutivo no topo. A receita comercial chegou a €594 milhões (+23%), impulsionada por novos contratos de patrocínio e salto no merchandising. Esse valor sozinho já colocaria o Madrid entre os dez maiores clubes do mundo por receita.
2º FC Barcelona (€974,8 milhões): Maior crescimento relativo entre os gigantes: +27% em um ano. O Barça se beneficiou do ciclo de resultados esportivos, das obras do Spotify Camp Nou e da participação no Super Mundial.
3º Bayern de Munique (€860,6 milhões): Consistência absoluta. O clube bávaro combina contratos de transmissão da Bundesliga com uma base sólida de patrocinadores e audiência global. O crescimento de 12% confirma o Bayern como o clube fora das "Big Two" espanholas capaz de disputar o pódio ano a ano.
Top 10 clubes mais ricos (2024/25)
# | Clube | Liga / País | Receita (€M) | Principal Fonte de Renda |
1 | Real Madrid | La Liga / Espanha | €1.161M | Comercial (patrocínios + merchandising) |
2 | FC Barcelona | La Liga / Espanha | €974,8M | Comercial + Matchday (Camp Nou) |
3 | Bayern de Munique | Bundesliga / Alemanha | €860,6M | Comercial + Broadcasting |
4 | Paris Saint-Germain | Ligue 1 / França | €837M | Comercial (marca global) |
5 | Liverpool | Premier League / Inglaterra | €836,1M | Broadcasting + Comercial |
6 | Manchester City | Premier League / Inglaterra | €829,3M | Comercial (Etihad + patrocínios) |
7 | Arsenal | Premier League / Inglaterra | €821,7M | Broadcasting + Matchday |
8 | Manchester United | Premier League / Inglaterra | €793,1M | Comercial (marca histórica) |
9 | Tottenham Hotspur | Premier League / Inglaterra | €672,6M | Matchday (Tottenham Hotspur Stadium) |
10 | Chelsea | Premier League / Inglaterra | €584,1M | Broadcasting + Comercial |
Fonte: Deloitte Football Money League 2026 (29ª edição). Dados referentes à temporada 2024/25.
Como os clubes de futebol estruturam seu faturamento hoje?
Direitos de Transmissão (Broadcasting): Contratos de TV aberta, fechada e streaming nacionais e internacionais. Representa 38% das receitas totais dos 20 maiores clubes. Para os times entre a 11ª e 20ª posição, esse pilar responde por quase metade de toda a arrecadação. Total em 2024/25: €4,7 bilhões.
Comercial: Patrocínio de camisa e fornecedores esportivos, merchandising, naming rights de estádios e licenciamentos. Ultrapassou €5,3 bilhões pela primeira vez, sendo a maior fatia das receitas pelo terceiro ano consecutivo. Para os clubes do Top 10, representa 48% de todo o faturamento.
Dias de Jogo (Matchday): Bilheteria, carnês de temporada, camarotes corporativos e consumo dentro do estádio. Total de €2,4 bilhões. Pilar que mais diferencia os clubes com arenas próprias de alto padrão, como Tottenham, Real Madrid e Barcelona.
O peso dos novos formatos de streaming e mídia
O broadcasting tradicional está em processo de fragmentação. Plataformas como Amazon Prime Video, DAZN e Apple TV+ criaram competição direta com as emissoras de TV fechada.
Para os clubes, isso tem significado negociações mais complexas, mas potencialmente mais lucrativas, especialmente para os que possuem apelo global e audiência própria fora de seus países.
O crescimento de 10% nas receitas de broadcasting em 2024/25 foi turbinado pelo Super Mundial de Clubes da FIFA: os dez clubes do Top 20 que participaram registraram, em média, alta de 17% nesse pilar. Um divisor de águas inclusive para times de ligas menores, o Benfica voltou ao Top 20 depois de quase duas décadas ausente.
Parcerias comerciais e a expansão de marcas globais
As turnês de pré-temporada nos Estados Unidos e na Ásia deixaram de ser eventos de marketing para se tornarem instrumentos financeiros de peso. Um clássico entre Real Madrid e Barcelona disputado em solo americano é uma oportunidade de vender licenciamentos, firmar parcerias regionais e expandir bases de torcedores em mercados onde os ingressos da Champions League nunca chegam.
Para os clubes do Top 10, as receitas comerciais já representam 48% de todo o faturamento. A lógica é simples: um parceiro global paga pelo acesso a audiências que nenhum canal de TV consegue reunir sozinho.
Qual o impacto das competições internacionais no balanço financeiro?
O desempenho nas competições internacionais, como a UEFA Champions League e o Super Mundial de Clubes da FIFA, funciona como um divisor de águas financeiro, adicionando dezenas de milhões de euros em bônus e direitos de imagem diretos aos finalistas, e impactando até mesmo clubes de ligas periféricas que antes raramente apareciam no radar da Deloitte.
Premiações da UEFA e FIFA: o motor financeiro
A participação nas fases avançadas da Champions League não é apenas prestígio esportivo. Um clube que alcança as semifinais pode embolsar entre €70 e €100 milhões em premiações diretas da UEFA, sem contar o bônus de coeficiente histórico.
Para um clube da Serie A ou da Bundesliga, esse valor representa entre 10% e 20% de toda a receita anual.
O Super Mundial de Clubes da FIFA, realizado nos EUA em 2025, amplificou essa lógica. O torneio distribuiu valores recordes entre os participantes e gerou um efeito cascata: clubes como Benfica e Flamengo saltaram no ranking em função das premiações e da exposição no mercado norte-americano.
O Flamengo terminou na 29ª posição com €202,7 milhões, único representante sul-americano no Top 30.
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